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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

AHHHHHHH!! UMA LESMAAAA!

UMA lesma???

Hááá! 
Se fosse apenas uma eu estaria feliz!

Há três dias o jardim aqui de casa foi tomado por uma legião de caracóis!! 
(legião?? qual seria o coletivo correto??? rs)

Sim! Caracoizinhos adoráveis, mas que aos montes formaram um tipo de MST!!! (ou até MSJ)

Dezenas!

Sempre gostei dessas criaturinhas (até as desenhava!), mas devo admtir que dessa vez passaram dos limites... 
Já contabilizei 45 mortes. Infelizmente tive que matá-las do modo mais arcaico e cruel conhecido: SAL


Não tive escolha, eu juro! 
Tentei ignorá-las, jogar algum tipo de veneno próprio para o extermínio... mas não deu!
Chegou ao ponto onde tive que escolher entre eu ou elas! rs
Pesquisei um pouco e descobri que os caracóis são seres noturnos, que devoram quase todas as plantas que encontram pela frente e, pasmem, botam de 100 a 300 ovooooos!!!


(Agora tá explicado! Por alguns momentos acreditei que tivessem vindo grudadas embaixo do carro lá da praia! Hahahahaha)

Ah! Além de aparecerem  aos montes na calada da noite, adoooooram quando acaba de chover!

(folhas lavadas, entende? livres de sujeira... exigeeeentes que só!)



Descobri também que pode-se fazer armadilhas com cerveja para essas senhoritas gosmentinhas!
(sim! além de comilonas são cachaceiras!)

Não entendi muito bem como funciona, então achei melhor guardar a cervejinha para certo alguém que eu conheço... rs

Ops! 
O papo ta bom (????) mas já passou da meia noite e acaba de cair o maior temporal aqui...

Hora de caçar!


Huahuahuahauhaua


(Não sou má, juro!)


E só pra complementar: caramujos vivem na água e caracóis na terra!

Os caracoizinhos andam até 5 metros em uma hora (nada mal, conheço gente que anda menos que isso o dia inteiro...) e a sua conchinha é feita de cálcio!

(informações suuuuuuper úteis que só a Isabela compartilha com você!) 

Hahaha

Bem, fico por aqui.... Tenho muito trabalho para esta noite!


Belo post para abrir 2011 com estilo, não acha?!?!?!?!

;)





Obs: Fotos tiradas no meu jardim

In Memoriam





sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Fim de Ano!

 

Festas Boas demais!

=)

Ahhh.... mais um dezembrão chega ao fim, mais um ano termina.

2010  foi incrível!!! Só tenho a agradecer por Deus ser tão generoso comigo!

Agora, um novo ciclo vai começar. 

Já fez sua listinha de promessas e desejos?

^ ^


 

Quero:

- Saúde acima de tudo!

- Que o amor se multiplique, se é que isso é possível

- Paz! Paz de espírito, paz entre as pessoas... paz interior!

- Dinheirooooo (não traz felicidade, mas ajuda pacas! rs)

- Tempo livre pra viajar, passear, namorar ou simplesmente me curtir

- Alegrria! Alegria! Que cada novo dia seja motivo para se comemorar!

- Todos que amo ao meu lado... sempre!


Quero mais, muito mais... confio em Deus e nas maravilhas que ele há de me proporcionar!


... e que todas as bençãos desse mundo se derramem sobre nós!



Amém e Feliz 2011!







"Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre." 

(Carlos Drummond de Andrade)




domingo, 21 de novembro de 2010


 "Fico pensando...





Será que, quando o coração tá escuro de saudade é por que vai chover ternura?"



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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mude!



Mas comece devagar, porque a direção 
é mais importante que a velocidade.
Mude de caminho, ande por outras ruas,
observando os lugares por onde você passa.
Veja o mundo de outras perspectivas.
Descubra novos horizontes.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo método, o novo sabor,
o novo jeito, o novo prazer, o novo amor.
Busque novos amigos, tente novos amores.
Faça novas relações.
Experimente a gostosura da surpresa.
Troque esse monte de medo por um pouco de vida.
Ame muito, cada vez mais, e de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, de atitude.
Mude.
Dê uma chance ao inesperado.
Abrace a gostosura da Surpresa.
Sonhe só o sonho certo e realize-o todo dia.
Lembre-se de que a Vida é uma só,
e decida-se por arrumar um outro emprego,
uma nova ocupação, um trabalho mais prazeroso,
mais digno, mais humano.
Abra seu coração de dentro para fora.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Exagere na criatividade.
E aproveite para fazer uma viagem longa,
se possível sem destino.
Experimente coisas diferentes, troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você conhecerá coisas melhores e coisas piores,
mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança,
o movimento, a energia, o entusiasmo.

Só o que está morto não muda ! 
 


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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

♥ Te Amo! ♥



Lembro como se fosse ontem aquele 16 de setembro de 2008.




Terça-feira comum, uma garoa tímida que vez em quando teimava em cair, a mesma rotina se repetia sem grande alarde, novidade ou promessa.



Encontrava-me tão mergulhada em meu novo velho mundo quando, inesperadamente, recebi seu convite para almoçar.




 Não, não era o primeiro convite que recebia.

Aliás, estávamos num misto de lembranças de um grande amor e uma realidade repleta de amizade havia algum tempo.






Pois bem, para contrariar destinos óbvios, aquela terça foi diferente.




Lembro-me da neblina. Das gargalhadas e do brilho no olhar.



Lembro-me também daquele banquinho no parque, do seu pedido sincero, do nosso beijo.






Marcante aquela arquibancada onde ficamos abraçados por horas, como se nunca tivéssemos nos distanciado.




Incrível a conexão que se preservou em nossa relação.

















Hoje, lembrando daquele dia, vejo nitidamente uma estrada longa, arborizada e levemente salpicada com aquela névoa.

Nessa estrada havia dois caminhos, como tudo na vida.




Simplesmente segui meu coração.
Precisei apenas segurar a sua mão e caminhar... tudo aconteceu tão naturalmente, inexplicavelmente suave, doce, leve como uma pluma!


...e cá estou hoje, convencida de que fiz a melhor escolha!




E é neste caminho que quero prosseguir: ao seu lado!
Não importa quão longo ou quantas curvas encontraremos pelo caminho... em ti encontrei o melhor companheiro de caminhada que possa existir nesse mundo!












E é por tudo isso e muito mais, sentimentos e momentos impossíveis de se traduzir em palavras, que te amo infinitamente.










Você é o grande amor da minha vida!





Hoje e sempre!!

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Obrigada por existir! ***















♥ 







Uma vida ao seu lado.

Um futuro em comum.

Milagre ou destino...

Juntos... para sempre!







Te Amo!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

De 12 a 22 de Agosto de 2010, no Anhembi.



Ahhh.... não acredito que mais uma vez vou perder a Bienal!

Puff...

O paraíso existe e acaba nesse domingo. Fico imaginando quantos milhões eu gastaria lá...

Hahahahahaha

Okay, chegou a hora contar um dos meus grandes segredos:

Já cheguei a comprar cerca de 30 livros em um único mês.

Isso mesmo... 30 livros/mês

[Doente]

X~


Talvez seja bom eu me afastar do evento por hora, embora minha compulsividade por livros tenha se abrandado.


Bem, fica aqui registrado o meu fascínio pela arte da escrita, a perfeita junção das palavras, aquele encanto posto em papel que nos faz sonhar... simples frases, parágrafos, estrofes e páginas capazes de eternizar momentos, nos transformar em alguém melhor!







Livros e Flores

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?
Machado de Assis








"Há aqueles que não podem imaginar um mundo sem pássaros; há aqueles que não podem imaginar um mundo sem água; ao que me refere, sou incapaz de imaginar um mundo sem livros" 


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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Eleições 2010

E foi dada a largada.

Hoje começou oficialmente a propaganda eleitoral gratuita na rádio e tv.

Impossível não perder passar alguns minutos diante da tv para assistir à "festa da democracia" brasileira!
Candidatos que parecem mais clássicos que os dinossauros, frases feitas, histórias de vida (sempre com um toque dramático, claro!), musiquinhas maçantes e segundos de discurso na tentativa de salvar a nação (como se meia dúzia de palavras fossem o suficiente para nos fazer acreditar).

Ah, mas o que realmente me chamou a atenção foi a invasão de (ex) famosos no cenário político.
Deprimente!
Tenho a impressão de que o fim da carreira ou aposentadoria atecipada de alguns apela aos nossos votos.

Batoré, KLB, Marcelinho Carioca, Tiririca, Ronaldo Esper e até Mulher Pêra (dentre muitos outros) desfilam no horário eleitoral, desafiando nossa inteligência, óbvio!
(mas alguém duvida que eles serão votados e, Deus livre a nação, eleitos???)

Tsc...

Como sabemos, esse ano teremos uma imensa responsabilidade na hora de votar. Vamos eleger nada menos que presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Ufa!

As eleições acontecem no dia 3 de outubro e o segundo turno (se necessário), dia 31 do mesmo mês.

Ah, só para constar, o fim da propaganda política é no dia 30 de setembro. (rs)


Pois bem, aí está uma grande responsabilidade para o futuro do nosso país.

Vamos fazer um Brasil melhor?

Está em nossas mãos!


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Pálpebras de Neblina

 

 

 Caio Fernando Abreu


Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e depois? e trabalho, amor, moradia? o que vai acontecer? Típico pensamento-nada-a-ver: sossega, o que vai acontecer acontecerá. Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará. Essas coisas meio piegas, meio burras, eu vinha pensando naquele dia. Resolvi andar. Andar e olhar. Sem pensar, só olhar: caras, fachadas, vitrinas, automóveis, nuvens, anjos bandidos, fadas piradas, descargas de monóxido de carbono. Da praça Roosevelt, fui subindo pela Augusta, enquanto lembrava uns versos de Cecília Meireles, dos Cânticos: “Não digas ‘Eu sofro’. Que é que dentro de ti és tu? / Que foi que te ensinaram/que era sofrer?” Mas não conseguia parar. Surdo a qualquer zen-budismo, o coração doía sintonizado com o espinho. Melodrama: nem amor, nem trabalho, nem família, quem sabe nem moradia – coração achando feio o não-ter. Abandono de fera ferida, bolero radical. Última das criaturas, surto de lucidez impiedosa da Big Loira de Dorothy Parker. Disfarçado, comecei a chorar. Troquei os óculos de lentes claras pelos negros ray-ban – filme. Resplandecente de infelicidade, eu subia a Rua Augusta no fim de tarde do dia Tão idiota que parecia não acabar nunca. Ah! como eu precisava tanto de alguém que me salvasse do pecado de querer abrir o gás. Foi então que a vi. Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega – aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela. Cabelo malpintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olhava a rua. Na mão direita tinha um cigarro, na esquerda um copo de cerveja. E chorava, ela chorava. Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar – exposta, imoral, escandalosa – sem se importar que a vissem sofrendo. Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém, acho. Tão voltada para a própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu, também, não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de néon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida. Sem o recurso dessas benditas levezas de cada dia – uma dúzia de rosas, uma música de Caetano, uma caixa de figos. Comecei a emergir. Comparada à dor dela, que ridícula a minha, dor de brasileiro-médio-privilegiado. Fui caminhando mais leve. Mas só quando cheguei à Paulista compreendi um pouco mais. Aquela prostituta chorando, além de eu mesmo, era também o Brasil. Brasil 87: explorado, humilhado, pobre, escroto, vulgar, maltratado, abandonado, sem um tostão, cheio de dívidas, solidão, doença e medo. Cerveja e cigarro na porta do boteco vagabundo: carnaval, futebol. E lágrimas. Quem consola aquela prostituta? Quem me consola? Quem consola você, que me lê agora e talvez sinta coisas semelhantes? Quem consola este país tristíssimo? Vim pra casa humilde. Depois, um amigo me chamou para ajudá-lo a cuidar da dor dele. Guardei a minha no bolso. E fui. Não por nobreza: cuidar dele faria com que eu me esquecesse de mim. E fez. Quando gemeu “dói tanto”, contei da moça vadia chorando, bebendo e fumando (como num bolero). E quando ele perguntou “porquê?”, compreendi ainda mais. Falei: “Porque é daí que nascem as canções”. E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta. Não-ter pode ser bonito, descobri. Mas pergunto inseguro, assustado: a que será que se destina?